Abrir uma clínica veterinária em Aracaju

O que decidir antes de abrir as portas

Abrir clínica veterinária em Aracaju exige mais planejamento do que parece à primeira vista.

Você encontrou um imóvel interessante em Aracaju. A localização parece boa, o espaço comporta recepção, consultório e talvez até uma área cirúrgica. Começa então a imaginar o nome da clínica na fachada, os equipamentos, a inauguração e os primeiros pacientes entrando pela porta.

É normalmente nesse momento que aparece uma pergunta:

“O que eu preciso fazer para abrir minha clínica veterinária?”

Só que existe uma pergunta anterior e provavelmente mais importante:

Que clínica você está realmente tentando construir?

Parece uma diferença pequena, mas não é.

Abrir uma clínica veterinária não deveria começar pela compra dos equipamentos, pelo contrato de aluguel ou mesmo pelo CNPJ. O primeiro passo é transformar uma ideia profissional em um modelo empresarial viável.

Isso significa decidir o que será oferecido, como a operação funcionará, qual estrutura será necessária, quanto precisará ser faturado, quais licenças serão exigidas e como impostos, funcionários, custos e capital de giro entrarão nessa conta.

E quando falamos especificamente de abrir uma clínica veterinária em Aracaju, existem também exigências municipais que precisam entrar no planejamento.

Vamos organizar tudo isso.

ABRA SUA CLINICA VETERINÁRIA

Antes do CNPJ, desenhe a clínica no papel

Existe uma tentação comum entre médicos-veterinários empreendedores: começar pelo que é visível.

Imóvel, Reforma., Equipamentos, Logo (Marca), Móveis, Fachada, Redes sociais.

Esses elementos são importantes, mas pertencem a uma etapa posterior.

Antes deles, recomendamos construir uma espécie de mapa da futura clínica.

Por exemplo:

Você pretende trabalhar apenas com consultas e procedimentos ambulatoriais?

Terá vacinação?

Fará cirurgias?

Haverá internação?

Pretende oferecer diagnóstico por imagem?

Terá laboratório próprio ou terceirizado?

Vai vender medicamentos ou outros produtos?

Funcionará em horário comercial ou terá atendimento ampliado?

Quantos veterinários trabalharão no estabelecimento?

Haverá recepcionistas, auxiliares ou outros funcionários?

Essa definição muda praticamente tudo.

Muda a planta.

Muda o investimento.

Muda a equipe.

Muda o licenciamento.

Muda o custo fixo.

E pode mudar até a estrutura tributária do negócio.

Por isso, um erro caro é alugar primeiro o imóvel e descobrir depois o que será necessário adaptar nele.

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Clínica, consultório e hospital veterinário não são a mesma coisa

Esse ponto merece atenção porque a nomenclatura não deveria ser tratada apenas como decisão de marketing.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária estabelece condições para o funcionamento dos estabelecimentos médico-veterinários e diferencia as estruturas conforme as atividades realizadas.

A Resolução CFMV nº 1.275/2019 trata de ambulatórios, consultórios, clínicas e hospitais veterinários e estabelece condições relacionadas à estrutura e aos serviços prestados.

Isso significa que não basta colocar “Clínica Veterinária” na fachada e decidir posteriormente quais procedimentos serão realizados.

O serviço que você pretende oferecer ajuda a determinar a estrutura de que precisará.

E essa decisão deve acontecer ainda na fase de projeto.

O imóvel barato pode se tornar o imóvel mais caro da clínica

Aqui está uma mudança importante de mentalidade:

não procure apenas um imóvel comercial. Procure um imóvel compatível com a operação veterinária que pretende instalar.

Imagine encontrar um ponto com aluguel excelente.

Você assina o contrato.

Depois começa o projeto e descobre que precisa realizar intervenções relevantes para adequar fluxos, instalações, áreas técnicas ou outras exigências relacionadas ao funcionamento pretendido.

O aluguel que parecia uma oportunidade pode rapidamente perder a vantagem.

Por isso, antes de assumir um compromisso de longo prazo, a análise deve envolver pelo menos três perspectivas:

  • comercial: a localização faz sentido para o público desejado?
  • financeira: aluguel, condomínio, IPTU e adaptação cabem na estrutura de custos?
  • técnica/regulatória: o imóvel consegue receber a clínica projetada?

É aqui que arquiteto ou profissional habilitado, responsável técnico, contador especializado e demais profissionais envolvidos precisam conversar.

O projeto empresarial e o projeto físico não deveriam nascer separadamente.

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Em Aracaju, a Vigilância Sanitária precisa entrar cedo no planejamento

Serviços médico-veterinários estão entre as atividades acompanhadas pela Vigilância Sanitária de Aracaju. A Prefeitura informa que realiza inspeções e licenciamento sanitário conforme a classificação de risco da atividade.

Para pessoas jurídicas, o município disponibiliza o SLIM — Sistema de Licenciamento Integrado Municipal, por meio do qual são tratados procedimentos relacionados às licenças sanitária e ambiental.

A Prefeitura também informa que atividades classificadas como de médio e alto risco sanitário estão sujeitas ao Alvará Sanitário e que o procedimento para pessoas jurídicas ocorre pelo SLIM.

Existe ainda documentação específica publicada pelo município para estabelecimentos veterinários.

Entre os itens indicados para a licença inicial estão documentos societários, Cadastro Municipal do Contribuinte, documentação relativa ao conselho profissional e ao responsável técnico e documentos sanitários pertinentes ao estabelecimento.

Por isso, licenciamento não deve ser tratado como aquela “papelada que resolveremos quando a clínica estiver pronta”.

Ele precisa fazer parte do cronograma de abertura.

Agora sim: chegou a hora de estruturar a empresa

Com o modelo da clínica mais claro, começamos a transformar o projeto em empresa.

Aqui entram decisões como:

  • natureza jurídica;
  • composição societária;
  • atividades econômicas;
  • CNAEs;
  • capital social;
  • endereço;
  • participação dos sócios;
  • administração da sociedade;
  • enquadramento tributário;
  • registros e inscrições necessários.

É muito comum o empreendedor querer simplesmente “abrir um CNPJ”.

Mas uma clínica veterinária não precisa apenas de um CNPJ.

Ela precisa de um CNPJ estruturado de acordo com a operação que realmente terá.

Se além dos serviços veterinários existir comercialização de produtos, por exemplo, isso deve ser considerado na estrutura empresarial, fiscal e tributária.

E é exatamente aqui que uma contabilidade especializada no mercado veterinário começa a fazer diferença.

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O regime tributário não deveria ser escolhido no piloto automático

“Clínica veterinária pode ser Simples Nacional?”

Essa é uma pergunta frequente.

Mas ela está incompleta.

A pergunta empresarialmente relevante é:

qual regime tributário tende a ser mais adequado para esta clínica, considerando o faturamento projetado, a folha, o pró-labore, as atividades e a composição das receitas?

São coisas diferentes.

O fato de uma empresa poder optar por determinado regime não significa automaticamente que ele seja a melhor escolha econômica.

Dependendo das características da operação, podem entrar na análise Simples Nacional, Lucro Presumido e, em determinados cenários, Lucro Real.

No Simples Nacional, outro elemento que merece acompanhamento é o Fator R nas atividades às quais ele se aplica.

E se a clínica também comercializar produtos, a contabilidade precisa separar corretamente as receitas conforme sua natureza e tratamento tributário.

É por isso que escolher o regime tributário simplesmente marcando a opção mais comum entre outras clínicas pode ser um erro.

Tributação deve ser simulada, não presumida.

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A conta que deveria existir antes da inauguração

Agora chegamos a uma parte que muitos planos de abertura ignoram.

Quanto sua clínica precisará faturar por mês para sobreviver?

Não estamos falando de quanto você gostaria de faturar.

Estamos falando do faturamento necessário para pagar a operação.

Imagine que, antes mesmo do primeiro paciente, sua clínica já tenha:

aluguel, salários, encargos, sistemas, energia, internet, contador, descarte de resíduos, marketing, insumos, manutenção, taxas, serviços terceirizados e pró-labore.

Somados, esses compromissos formam uma estrutura que precisará ser sustentada todos os meses.

Só que faturamento não é lucro.

Parte da receita será consumida por impostos e custos variáveis relacionados aos atendimentos.

Por isso, antes da inauguração, recomendamos calcular pelo menos:

custos fixos + custos variáveis + margem de contribuição + ponto de equilíbrio + capital de giro.

O ponto de equilíbrio responde a uma pergunta fundamental:

quanto a clínica precisa vender para pagar sua estrutura sem gerar prejuízo?

A partir daí surge uma segunda pergunta muito melhor:

quantas consultas, vacinas, procedimentos, exames e cirurgias serão necessários para alcançar esse faturamento?

Nesse momento, a clínica deixa de ser apenas um projeto e começa a ganhar lógica empresarial.

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Não monte o preço olhando apenas para o concorrente

Você pesquisa clínicas próximas e encontra consultas por diferentes valores.

Qual deles deve cobrar?

Nenhum deles deveria determinar sozinho o seu preço.

O concorrente possui estrutura de custos diferente, equipe diferente, aluguel diferente, regime tributário diferente, posicionamento diferente e talvez até uma estratégia completamente diferente da sua.

Preço precisa considerar a realidade econômica do seu negócio.

Uma cirurgia, por exemplo, pode envolver:

  • tempo dos profissionais;
  • materiais;
  • medicamentos;
  • estrutura;
  • equipamentos;
  • esterilização;
  • impostos;
  • taxas financeiras;
  • custos indiretos;
  • margem desejada.

Se você não conhece esses números, pode acontecer algo aparentemente contraditório:

a agenda fica cheia, o faturamento cresce e o dinheiro continua faltando.

O problema não é necessariamente falta de clientes.

Pode ser falta de margem.

Capital de giro não é “dinheiro que sobrou da obra”

Outro erro perigoso acontece quando praticamente todo o capital disponível é consumido na implantação.

O empreendedor calcula reforma, equipamentos, móveis, fachada e tecnologia.

Sobra pouco dinheiro.

E a clínica inaugura.

No mês seguinte chegam salários, aluguel, fornecedores, impostos e contas operacionais — enquanto a carteira de clientes ainda está sendo construída.

É nesse intervalo que entra o capital de giro.

Uma clínica nova pode levar algum tempo até desenvolver volume suficiente para sustentar integralmente sua estrutura.

Portanto, o investimento de abertura deveria ser pensado em pelo menos dois blocos:

investimento para colocar a clínica de pé e recursos para mantê-la funcionando até atingir estabilidade operacional.

Inaugurar sem essa reserva aumenta desnecessariamente a pressão sobre o caixa.

Sua clínica também precisará existir como estabelecimento veterinário regular

Além da constituição empresarial e dos licenciamentos municipais, é necessário observar as obrigações perante o sistema CFMV/CRMV.

Os Conselhos Regionais realizam, entre outros serviços, o registro de pessoas jurídicas e as anotações de responsabilidade técnica dos estabelecimentos.

A estrutura também deve respeitar as normas aplicáveis ao tipo de estabelecimento e às atividades efetivamente oferecidas.

Por isso, responsável técnico e regularização profissional não devem aparecer somente na reta final da inauguração.

Eles fazem parte do desenho da operação.

A clínica precisa nascer preparada para contratar

Se você pretende ter recepcionista, auxiliar veterinário ou outros profissionais contratados, existe uma nova camada de planejamento.

Não considere apenas o salário.

Existem encargos, benefícios, férias, décimo terceiro, eventuais adicionais, obrigações trabalhistas e custos relacionados à contratação.

Isso significa que o custo de um colaborador para a empresa não corresponde simplesmente ao valor que aparece no salário anunciado.

Além disso, o modelo de contratação deve respeitar a realidade da relação de trabalho.

Transformar automaticamente todos os profissionais em prestadores PJ não é uma estratégia de redução de custos quando a relação existente possui características incompatíveis com esse formato.

A estrutura de pessoas também precisa ser planejada.

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Uma inauguração bonita não corrige um negócio mal dimensionado

É possível abrir uma clínica visualmente excelente e financeiramente frágil.

Também é possível começar com uma estrutura mais enxuta e construir uma empresa saudável.

A diferença normalmente está menos no tamanho do investimento e mais na qualidade das decisões tomadas antes da abertura.

Por isso, em vez de perguntar apenas:

“Quanto custa abrir uma clínica veterinária em Aracaju?”

experimente perguntar:

“Quanto preciso investir para abrir a clínica que planejei e quanto ela precisará faturar para se sustentar?”

Essa segunda pergunta muda completamente a qualidade do planejamento.

O papel da Contabilidade.Vet começa antes da primeira guia de imposto

Existe uma visão antiga de que o contador entra quando a empresa já está aberta.

Recebe documentos, calcula impostos, envia guias e cumpre obrigações.

Para uma clínica veterinária em implantação, isso é pouco.

A Contabilidade.Vet é uma contabilidade especializada no mercado veterinário e entende que a abertura precisa ser analisada como parte da construção do negócio.

Isso envolve apoiar decisões relacionadas à constituição da empresa, CNAEs, enquadramento tributário, estrutura societária, pró-labore, folha, segregação das receitas e organização contábil e fiscal da operação.

Mais importante: significa conhecer particularidades de uma empresa veterinária.

Uma clínica não funciona como um escritório convencional.

Pode reunir serviços veterinários, cirurgias, internação, exames, medicamentos, produtos, profissionais contratados e prestadores dentro da mesma operação.

Essa combinação exige atenção.

CLÍNICAS VETERINÁRIAS | TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE TRIBUTAÇÃO

Abrir clínica veterinária em Aracaju: comece pela ordem certa

Não existe uma única clínica ideal.

Pode fazer sentido começar pequeno.

Pode fazer sentido construir uma operação mais completa.

Pode fazer sentido iniciar apenas com determinadas especialidades e ampliar posteriormente.

O que não faz sentido é descobrir o modelo de negócio depois que o dinheiro já foi investido.

Antes de assinar o imóvel, comprar equipamentos ou inaugurar, coloque no papel:

  • o que será vendido;
  • para quem;
  • qual estrutura será necessária;
  • quanto será investido;
  • quanto custará manter a clínica aberta;
  • quanto ela precisará faturar;
  • como os serviços serão precificados;
  • como a empresa será tributada;
  • quais registros e licenças serão necessários;
  • e quanto de capital será reservado para atravessar os primeiros meses.

A abertura do CNPJ é uma etapa importante.

Mas construir uma clínica veterinária saudável começa muito antes dele.

Se você está planejando abrir clínica veterinária em Aracaju, fale com a Contabilidade.Vet.

Nossa equipe é especializada no mercado veterinário e pode orientar a estruturação contábil, fiscal e tributária da empresa desde o início.

Planeje antes de abrir. Estruture antes de crescer.

Contabilidade.Vet, vamos muito além da contabilidade!

CONTABILIDADE ESPECIALIZADA PARA CLÍNICAS VETERINÁRIAS

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Autor:

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Fabio Cosendey Dutra

Fundador e CEO da Contabilidade VET e do PetVet HUB. Youtuber no canal PetVet Ceo e Mindset Empreendedor. Especialista em contabilidade e inovação para empreendedores.